Tag Archives: greve

Que o 13 de agosto inicie mais lutas!

Passados oito meses de governo Bolsonaro já fica muito evidente a serviço de quem Bolsonaro, Paulo Guedes, Onyx Lorenzoni e companhia trabalham: dos banqueiros, latifundiários e grandes empresários. É um governo sem vergonha e sem nenhum compromisso conosco, trabalhadoras e trabalhadores. Por isso amarga a pior popularidade de um presidente eleito na história do Brasil. Também não é para menos, já que o presidente, junto com a bandidagem que tomou conta do Congresso, aplica duros ataques sobre nós.

Vendem nossos recursos naturais a preço de banana, desmontam o SUS, não resolvem o problema da violência urbana, congelam nossos salários, nos jogam no desemprego e ainda querem que trabalhemos até morrer!!

Não pode restar dúvida: este governo é nosso inimigo e quer que o chicote da crise arda em nossas costas enquanto os banqueiros lucram mais e mais!! Por isso faz questão de aprovar uma reforma da previdência que atinge diretamente as pessoas mais pobres, as viúvas, as pessoas idosas na miséria, jovens, profes, em resumo: trabalhadores e trabalhadoras.

Bolsonaro e sua quadrilha também têm cortado dinheiro da educação, da saúde, da segurança e do saneamento repetidas vezes ao longo do ano. Se hoje não encontramos médicas e recursos nos hospitais, se cada dia que passa mais creches são fechadas e tem menos professoras nas escolas, se a cada dia a violência urbana explode é porque esse governo tem cortado verba dessas áreas, seguindo a mesma receita de ajuste fiscal de Michel Temer e de Dilma em 2015, quando os cortes na educação já foram significativos. Esses cortes se intensificaram com a PEC do Fim do Mundo aprovada no governo de Temer e, agora, Bolsonaro dá continuidade ao ajuste fiscal: já cortou 6 bilhões da educação esse ano, tanto das universidades e institutos federais quanto das escolas, e até mesmo o FUNDEB esta ameaçado.

FUTURE-SE

Depois dos cortes de verbas que comprometem o funcionamento das universidades federais neste segundo semestre, o MEC apareceu agora com o projeto “Future-se”. O programa tem como objetivo alterar os repasses de verba para a rede federal de ensino, desobrigando o Estado a arcar diretamente com o investimento, através da criação do “fundo future-se”. Para ter acesso a esse fundo, as universidades deverão buscar a iniciativa privada através de venda de pesquisas, fundos de investimento, parcerias público-privadas e privatização do patrimônio imobiliário delas, alterando os eixos que sustentam o caráter público e socialmente referenciado das instituições. Por isso o programa pode ser tratado como o cavalo de tróia da privatização, sendo questão de tempo para que o debate sobre mensalidade possa surgir também na graduação, já que na pós, especialmente na pós lato sensu, a cobrança de mensalidade já é uma realidade triste.

Além de jogar as universidades, IFs e CEFETs numa competição entre si para obter recursos, o progrma entrega a gestão das instituições nas mãos de Organizações Sociais, que nem precisarão passar por chamamento público. Com isso, há um nítido esvaziamento dos espaços colegiados: as decisões passarão a ser tomadas por um grupo de empresários e investidores interessados no lucro, não numa educação em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Estas OS poderão, inclusive, realizar contrato de professores, que estarão diretamente voltados para a pesquisa de interesse do setor privado, destruindo o tripé ensino-pesquisa-extensão e a estabilidade dos servidores e servidoras públicas.

O programa não fala nada sobre assistência estudantil, deixando bem evidente que a permanência e a formação de estudantes não é uma preocupação desse governo. Durante o anúncio do projeto, o próprio ministro disse que nesse novo modelo a maioria de nós será jogada ao fracasso, para que uns poucos possam triunfar e enriquecer. No lugar de assistência estudantil, o future-se reserva para nós a disputa por subempregos e estágios sem direitos com bolsas pagas por empresas. Ou seja, future-se quer dizer fature-se, sucateia-se, vende-se, vire-se!

CONSTRUIR A GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO NO DIA 13 DE AGOSTO

As tendências estudantis que assinam este texto se identificam com a classe trabalhadora. Um dos princípios que compartilhamos é a solidariedade de classe. Então chamamos atenção pro fato de que as pessoas mais afetadas pelos ataques do capitalismo governamental serão as trabalhadoras terceirizadas, que já vêm sendo demitidas desde o início do ano por causa desses cortes. A maioria dos campi já não tem RU (o que é uma marca do modelo REUNI) e os que ainda têm estão correndo o risco de perdêlos.

A solução para os nossos problemas não vai vir de cima, de algum governo ou empresa privada. É somente através da ação direta, da autogestão e da organização pela base que poderemos constuir a oposição a este governo e barrar estes ataques. Nós, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras, tanto da graduação quanto da pós, tanto de universidades públicas quanto privadas, somos capazes de decidir sobre o que é melhor pra nós mesmas de modo horizontal, autônomo e com democracia direta.

Por isso, dia 13 de agosto devemos construiruma forte greve nacional da educação, repetindo o já realizado nos dias 15 e 30 de maio. Para barrar não só o future-se, mas também a reforma da previdência e os cortes.

E que o dia 13 de agosto sirva de ponto de partida para um calendário de lutas, que tome o exemplo dos companheiros e companheiras da educação do estado do Mato Grosso que já estão em greve há mais de 60 dias, que siga o exemplo das ocupações de indígenas na Sesai no país inteiro, e também a ocupação na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Que o dia 13 de agosto aponte para a construção de uma Greve Geral, para parar a educação, o setor produtivo, o transporte e mostrar para nossos inimigos que não aceitaremos a retirada de nossos direitos.

SOLIDARIEDADE DE CLASSE ENTRE ESTUDANTES E TRABALHADORAS!

POR UMA GREVE GERAL PROLONGADA!

MOSTRAR NAS RUAS A FORÇA POPULAR!

ASSINAM ESSA NOTA:
Autonomia Estudantil – MT
Coletiva Centospé – SC
Juventude Rosa Negra – MG
Resistência Popular – AL
Resistência Popular – RJ
Resistência Popular – SP
Resistência Popular Estudantil – RS

Nota de solidariedade às lutadoras da UDESC

A administração central da UDESC solicitou à Procuradoria Geral do Estado (PGE-SC) a abertura de uma sindicância para descobrir quem participou do fechamento do Campus I, em Florianópolis, no dia 14 de junho, durante a mais recente Greve Geral.

Com isso, a reitoria de Marcus Tomasi demonstra de forma explícita que prefere atacar quem está ao lado da universidade, suas trabalhadoras e estudantes, do que se indispor com os governos federal e estadual, ambos na mão do PSL, que vem implementando um projeto de desmonte brutal do que ainda resta de serviços públicos no país. Quem está ameaçando o direito de estudar não são as lutadoras do 14 de junho, mas os governos que retiram investimentos das universidades públicas federais e também estaduais. Quem está impedindo o direito de trabalhar são os patrões e governos que gerenciam o atual cenário de retirada de direitos e ampliação do desemprego para aumentar seus lucros. Quem realmente planeja impedir o direito de ir e vir são aqueles que defendem a Reforma da Previdência, que nos obrigará a trabalhar até morrer, ou aqueles que apoiam o Pacote Anticrime de Moro, que planeja dar plena licença para a polícia matar, aumentando ainda mais o genocídio do povo negro e pobre promovido pelo Estado.

Ao buscar identificar quem se mobilizou para lutar contra a Reforma da Previdência e contra os bloqueios de verba na educação, ao invés de se juntar à luta pela educação pública e por uma previdência solidária, a administração central da UDESC está dizendo que protestar é crime e que as servidoras e estudantes que ousaram fazer greve no dia 14 de junho são suas inimigas.

Entendemos essa abertura de sindicância na UDESC como uma ameaça a quem faz luta estudantil e sindical na universidade e, dessa forma, uma ameaça também a todas nós lutadoras que construímos a Greve Geral em Florianópolis. As companheiras da UDESC que participaram das atividades do 14J sabem que nossos direitos só se conquistam com ação direta – foi assim que vencemos alguns dos ataques sofridos nos últimos anos e será assim que vamos resistir aos ataques atuais à educação e aposentadoria do povo.

Estivemos juntas nos grandes atos de maio deste ano, estivemos juntas na Greve Geral de 14J e estaremos juntas também nas próximas mobilizações. Enquanto houver universidade pública, lutaremos pra que ela seja do povo.

LUTAR NÃO É CRIME!

É BARRICADA, GREVE GERAL, AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!

Leituras complementares:

Racista e antipovo: como o pacote anticrime de Sérgio Moro fortalece a política de criminalização de movimentos sociais, o genocídio do povo negro e o processo penal inquisitivo
https://reporterpopular.com.br/racista-e-antipovo-como-o-pacote-anticrime-de-sergio-moro-fortalece-a-politica-de-criminalizacao-de-movimentos-sociais-o-genocidio-do-povo-negro-e-o-processo-penal-inquisitivo/

[Parte 1] Como a reforma da previdência ataca direitos de trabalhadores/as e beneficia o mercado de capitais
https://reporterpopular.com.br/parte-1-como-a-reforma-da-previdencia-ataca-direitos-de-trabalhadores-as-e-beneficia-o-mercado-de-capitais/

Dia 15 de maio marca o início de um novo ciclo de lutas pela base
https://centospe.libertar.org/2019/05/14/dia-15-de-maio-marca-o-inicio-de-um-novo-ciclo-de-lutas-pela-base/

Dia 14 de junho é greve geral e povo na rua!

O momento é grave e demanda unidade com combatividade. Portanto, fazemos ecoar esse chamado de todos os nossos locais de atuação até onde chegar nossa voz.

Não temos qualquer pretensão de defender outra coisa que não seja o fortalecimento do povo organizado como o protagonista do processo político. Estamos plenamente convictos de que é somente através da resistência dos de baixo, que podemos vislumbrar um novo horizonte onde caibam os nossos sonhos.

Por isso, nossa militância vem construindo esta Greve Geral nas bases dos nossos locais de atuação, amplificando a participação popular, para, no dia 14, enfrentarmos a reforma da previdência, o mais duro ataque que o governo tenta aplicar sobre nós e os cortes na educação.

Este dia 14 cumpre um importante papel no processo de construção de um povo forte. Trabalhadores e estudantes mostramos muita disposição para a luta nos dias 30/5 e 15/5! Nos vemos diante um processo de ascensão do movimento de massas, que pode abrir novas e melhores possibilidades para o nosso povo tão sofrido. Mas para isso as centrais sindicais não podem recuar neste momento, devem sim, chamar novas Greves Gerais, que surjam como resultado de assembleias das categorias através da DEMOCRACIA DIRETA, que apontem para a unificação de nossas forças através da SOLIDARIEDADE DE CLASSE e que faça florescer piquetes, atos de rua, paralisações nos quais assumamos por nossas mãos o nosso destino através da AÇÃO DIRETA.

Portanto no dia 14/6 estaremos presentes em Alagoas, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Ombro a ombro com ações protagonizadas pelos de baixo. Fortalecendo essa enorme movimentação, mas trabalhando também pela construção da paralisação completa do país, pelo tempo que for necessário para impedir todos os ataques do governo e dos patrões contra a nossa classe.

Não à destruição da previdência!
Contra os cortes na educação!
Lutar, criar, poder popular!

Assinam este chamado:
Autonomia e Luta – MT
Coletiva Centospé – SC
Coletivo Quebrando Muros- PR
Juventude Rosa Negra – MG
Resistência Popular – AL
Resistência Popular – RS
Resistência Popular – RJ
Resistência Popular – SP

#14J
#GreveGeral

#30M: Defender nas ruas a educação e a aposentadoria!

Dia 30 de maio encheremos as ruas de todo o país novamente para barrar os cortes na educação e a reforma da previdência.

RUMO À GREVE GERAL! #14J
LUTAR, CRIAR PODER POPULAR!

Coletiva Centospé
Coletivo Quebrando Muros
Resistência Popular Estudantil – Marília
Resistência Popular Estudantil – Porto Alegre
Resistência Popular Estudantil – Rio de Janeiro

30/05 | ATO EM DEFESA DAS/OS CAMINHONEIRAS/OS E PELA CONSTRUÇÃO DA GREVE GERAL

Chamamos todas e todos para um ato nesta quarta (30), com concentração no Largo da Catedral, Centro, às 15h.

– Todo apoio à greve das caminhoneiras e caminhoneiros!
– Pela mudança da política de preços da Petrobrás para baratear os combustíveis!
– Fora Pedro Parente e sua política de submissão ao mercado internacional e privatização da Petrobrás!
– Contra a repressão às greves e contra a Garantia de Lei e Ordem (GLO) exigida pelo Exército!
– Pela redução dos custos de vida de toda a classe trabalhadora!
– Pela Petrobrás 100% pública, a serviço do povo!
– Pela construção de uma Greve Geral por nenhum direito a menos!
– Contra intervenção militar, intervenção popular já!

É PELA BASE! É RADICAL! TRABALHADOR TEM QUE FAZER GREVE GERAL!

MAIS FORTES SÃO OS PODERES DO POVO!

Evento no Facebook

Amanhã é dia de fazer greve e tomar as ruas contra a Reforma da Previdência

O Governo Temer ainda não conseguiu os votos necessários para a reforma da previdência, mas também não desistiu de destruir nosso futuro. Precisamos de um forte dia de greves e ações nas ruas para derrotar a reforma. Além disso, a intervenção militar no Rio de Janeiro indica uma alarmante disposição do Governo em subir o nível da repressão e consolidar o Estado de Exceção que já vigora nas periferias em todo o país. Tomar as ruas, nesse momento, é também demonstrar capacidade de resistência contra o avanço autoritário, que busca garantir o ajuste neoliberal a qualquer custo!

Aqui na cidade, o transporte público estará paralisado durante toda a segunda-feira e diversas outras categorias estarão em greve. Nós, como parte do movimento estudantil e da classe trabalhadora, estaremos nas ruas ao lado dos movimentos sociais, em total apoio às categorias que ousam lutar.

Nesse Dia Nacional de Greves, Paralisações e Protestos (segunda, 19/02), convidamos todas e todos para somar nas ações contra a Reforma da Previdência, incluindo:

– 9h em diante: concentração na Praça das Lutas (ao lado do TICEN) e ações no Centro da cidade
– 16h: ato público com saída no TICEN

MAIS FORTES SÃO OS PODERES DO POVO!